quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

um broche...

... em meio de tantos broches. foi ele quem eu escolhi. não era o mais novo, nem o mais polido, mas sim o que mais me agradou.
O blim-blim tocou assim que pus meus pés na loja, eu estava só de passagem e uma vendedora irritantemente sorridente veio perguntar o que eu desejava. Naquele momento eu desejei profundamente mandá-la para aquele lugar, foi quando eu vi uma humilde cestinha cheia de penduricalhos, trecos e babados. Aliás, uma parte dela, pois estava tão escondida em meio dos enfeites de sala que mal podia ser visto. - Moça, quanto que custam essas coisinhas?. Sorrindo: - Dois e cinquenta cada peça. E comecei a mecher e fuçar na cestinha velha e um pouco acabada. E lá no fundo, bem lá no fundo eu o encontrei.
Enorme, sujo, um pouco enferrujado, um tanto quanto... peculiar, exótico eu diria. Qualquer outra pessoa o deixaria passar batido, mas eu... Eu me apaixonei. Era um magnífico broche: No centro uma linda pedra oval bordô cintilante, daonde saia algo como pétalas ou lanças - não sei ao certo - todas azul-petróleo, contornadas por um material bem parecido com bronze. Mas o que me conquistou subtamente foram os dois pequenos cordões - vermelho e lilás - de textura macia que saiam de trás da inigualável peça, intrelaçados e unindo-se na ponta por um tipo de anel dourado.
Um instante olhando esse broche foi o bastante para minha ''passagem'' se tornar uma ''compra'': Agarrei o broche com tanto entusiasmo e convicção que quase perfurei minha mão com a sua agulha enferrujada. Fui até o balcão onde a moça sorridente agora se encontrava, onde escutei: -Olá, o que você deseja?- (De todo coração que você tenha cãimbra facial). Entreguei o dinheiro e a formosa peça a ela, que a pôs num saquinho, que por sua vez foi entregue a mim junto ao troco.
O blim-blim tocou assim que minhas mão giraram a maçaneta, e eu sai da loja com a satisfação de finalmente ter em minha posse aquele broche em um saquinho plástico, preto e empoeirado.
Senti que deveria contar.

feliz ano novo, vida nova e toda essa porcaria :D

eu não entendo como as pessoas podem comemorar o fato de que o tempo tá passando cada vez mais depressa. não é um ano que começa, mas sim mais um que se acaba. ah, que alegria... champagne, abraços, beijos, eu te amo, eu tambem, ano novo vida nova... mentira, nada vai mudar só porque é ano novo, a minha vida pode mudar no meio das férias de julho se eu quiser ou continuar assim até eu morrer também. Mas apesar de toda essa baboseira, admito que a energia de recomeçar que essa data traz me pega de jeito e se tem uma data só para mudar de vida porque não tentar? Promessas eu não diria, mas traçar metas é um ótimo começo. E lá vão elas:
parar de roer unhas; reclamar menos; sorrir mais; saber esperar; planejar menos; agir mais; acordar mais cedo; doar boa parte do guarda-roupa; ser menos egoísta; organizar o quarto; prestar atenção nas aulas pra não ter que estudar em casa; ser paciente com irmão mais novo; colocar no prato só o que eu sei que aguento comer; controlar ansiedade; saber desconfiar das pessoas; calar a boca de vez em quando; ou pelo menos pensar antes de falar; demorar menos no banho; não babar enquanto durmo; entender que as vezes só "não deu certo"; dar menos importância pra futilidades; cobrar mais de mim; cobrar menos dos outros; ir com calma; passar menos maionese nos sanduíches; ser menos tímida; e toda essa porcaria :D

ósculos e amplexos