Eu perdoo os meus erros assim como um entediado muda agoniantemente de canal. Tentando encontrar um momento no qual uma atitude apenas não precise ser perdoada. Eu só não sei se essa atitude me acrescentaria algo, nem se essa série de absolvições ainda me educa. Já não é possível reconhecer uma falha perdoável de uma condenável. E digo um erro aquele pensamento que me trái os princípios, digo um erro aquele que escreve 9+16=27, digo até aquele despedaça algum coração alheio. Erros quais eu nem sonharia em sussurrar ao meu travesseiro quando é meia-noite e eles ainda ecoam na minha memória. Erros que eu relato para cada indivíduo que me cruza o olhar. O que tem perdão é tudo aquilo o que se erra. Será? Eu preciso rever meus conceitos.
(...)
a solidão apavora, mas a nova amizade encoraja e é por isso que a gente viaja.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Patrício, o bode
era uma vez um bode mto mto idoso q se chamva patricio. ele gostava de amoras ao entardecer, mas só das mais azedinhas. porque as doces lembaravam ele de seus amores. ah seus amores! ele não gostava de se lembrar. ficava cabisbaixo. sempre que ousava lembrar dos bons momentos, os ruins domavam-lhe o coração e a memória, entao ele ia para as amoreiras comer amoras azedas com a esperança de q houvesse algo mais amargo qe suas dores. quando sentia sua saliva repuxar sua boca pelo azedo da fruta, seu coração se acalmava.
mas em um belo entardecer, ao acaso olhou para as amoreiras e viu qe as amoras haviam acabado. um desespero repentino tomou seu coração e ele se deu conta de que não apenas seus amores haviam o deixado, mas as amoras tambem. ele queria se lembrar, mas a memória abandonara sua cabeça inóspita de pensamentos.
observando atentamente as amoreiras viu q haviam sobrado apenas amoras doces. aproximou-se lentamente da pequena amoreira e observou seus adocicados frutos. passou pela sua mente em provar um deles... mas depois de tanto tempo apenas saboreando as amoras azedas?
angustiado, ergueu seu nariz e inspirou aquele delicado aroma, nunca havia parado para apreciar a beleza de seu olfato. e estava tão extasiado de fome que quando se deparou novamento com a realidade.. lá estava seu paladar a devorar o novíssimo sabor. paralisado diante de seu inesperado reflexo, ele sentiu, não apenas em sua boca, mas percorrendo seu corpo, algo novo que estranhamente lhe parecia familiar. se lembrou dos bons amores. aqueles que com bondade e alegrias ja haviam participado de sua vida. e se lembrou de como eram suculentamente açucarados.
um sorriso nasceu em seu rosto, talvez um sorriso que poucos seriam capazes de ver. ele podia sentir novamente, não apenas lamentar, podia sentir. as amoreiras, ja acostumadas com a angustia, misantropia e melancolia de Patricio, o bode, se emocionaram. e choraram. suas lágrimas hidrataram suas raízes e naqele pomar de amoras azedas nasceram apenas amoras docinhas daquele dia em diante. e nos dias seguintes, patricio visitou a amoreira com um enorme sorriso estampado no rosto. ja não pensava nos maus amores. ja nao pensava nos bons amores. pensava agora nas amoras, seus novos amores. as amoras, juntamente com patricio, se renovaram e soltavam estridentes gargalhadas ao ver aquele desengonçado bode chegar aos entardeceres. e foram muitos entardeceres, até que o último sol de patricio nasceu no céu.
mas em um belo entardecer, ao acaso olhou para as amoreiras e viu qe as amoras haviam acabado. um desespero repentino tomou seu coração e ele se deu conta de que não apenas seus amores haviam o deixado, mas as amoras tambem. ele queria se lembrar, mas a memória abandonara sua cabeça inóspita de pensamentos.
observando atentamente as amoreiras viu q haviam sobrado apenas amoras doces. aproximou-se lentamente da pequena amoreira e observou seus adocicados frutos. passou pela sua mente em provar um deles... mas depois de tanto tempo apenas saboreando as amoras azedas?
angustiado, ergueu seu nariz e inspirou aquele delicado aroma, nunca havia parado para apreciar a beleza de seu olfato. e estava tão extasiado de fome que quando se deparou novamento com a realidade.. lá estava seu paladar a devorar o novíssimo sabor. paralisado diante de seu inesperado reflexo, ele sentiu, não apenas em sua boca, mas percorrendo seu corpo, algo novo que estranhamente lhe parecia familiar. se lembrou dos bons amores. aqueles que com bondade e alegrias ja haviam participado de sua vida. e se lembrou de como eram suculentamente açucarados.
um sorriso nasceu em seu rosto, talvez um sorriso que poucos seriam capazes de ver. ele podia sentir novamente, não apenas lamentar, podia sentir. as amoreiras, ja acostumadas com a angustia, misantropia e melancolia de Patricio, o bode, se emocionaram. e choraram. suas lágrimas hidrataram suas raízes e naqele pomar de amoras azedas nasceram apenas amoras docinhas daquele dia em diante. e nos dias seguintes, patricio visitou a amoreira com um enorme sorriso estampado no rosto. ja não pensava nos maus amores. ja nao pensava nos bons amores. pensava agora nas amoras, seus novos amores. as amoras, juntamente com patricio, se renovaram e soltavam estridentes gargalhadas ao ver aquele desengonçado bode chegar aos entardeceres. e foram muitos entardeceres, até que o último sol de patricio nasceu no céu.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Essa febre.
Essa que muitos dizem pegar sem querer.
É um fio de mel escorrendo no carpete limpo. Vazio o pote nos perdemos.
De tão doce ou enjoa, ou afina o paladar ou se pega o gosto.
Você já viu o trabalho que dá tirar mel do carpete?
É um fio de mel escorrendo no carpete limpo. Vazio o pote nos perdemos.
De tão doce ou enjoa, ou afina o paladar ou se pega o gosto.
Você já viu o trabalho que dá tirar mel do carpete?
quinta-feira, 1 de abril de 2010
My next summer, lalalala
Um simples ruído distrai, a maçaneta das portas quando uivam causam anseio. Com qualquer companhia que me leve para ver o sol, eu vou. E lá fora que me mostre caminho nenhum, que vende meus olhos sedentos por paisagens secretas, me gire e quando eu estiver mais zonza do que já sou, me jogue aí pelos mundos. Não se preocupe em me buscar. Eu ainda te encontro em alguma praia sem combinado, e então vou agradecer com o mais próximo que minha boca conseguir chegar dos seus ouvidos, por ter arrancado minhas raízes. E eu vou te contar com tanta alegria das pessoas que conheci, dos lugares que eu vi e das coisas que eu fiz que me pedirá para te levar junto agora. Daí é minha vez: te pego, giro giro giro até te zonzear de vez e te solto por estes paraísos. Não peço que me conte quem conheceu, o que viu e quê fez; imploro, sim, que fotografe com a mente tudo e todos e que quando chegarem a lhe indagar onde esteve, vende-os e faça o mesmo que fez a mim à princípio. Ah, vai ser muito legal cara, você vai ver.
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