terça-feira, 6 de julho de 2010

Que há num simples nome? O que chamamos vaso, sob uma outra designação teria igual importancia.

Se me fosse dado um jarro de porcelana, sem propósito ou relevancia existencial para o universo... Apenas um: sem par nem conjunto... Substituível e não muito bonito... Ainda assim eu o iria querer e cuidaria para que permanencia de sua forma se prolongasse tanto quanto possível. Não me importaria que não fosse único, pois para mim seria único, pois eu mesma o encheria de água muitas vezes por semana. Nos finais de semana, de suco.
Seria o meu jarro.
A fraqueza da porcelana: Agradeceria por ser fraco, se não fosse assim, não precisaria de toda minha atenção e cuidado (repare que não foi preciso mencionar "amor", nunca é preciso mencionar).
Admiraria sua perfeição em cada rachadura ao passar dos anos. E quando fosse inevitável seu desfecho, eu guardaria um caco. Não é necessário mais do que um fragmento para se recordar de uma essência completamente.
"Seria o meu jarro", muitos não entendem a complexidade desta frase, até porque não creio que seja possivel comnpreendê-la apenas com sua leitura. Tambem porque muitos dos quais não entendem, não possuem ou nunca tiveram a oportunidade de possuir, por completo, um jarro.
Nem eu mesma possuo... na realidade apenas imagino se me fosse dado um...

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