terça-feira, 4 de junho de 2013

poema sobre a cegueira


era um amor sem saber que o era.
antes de nascer, a gente tambem não sabe.
era um amor que nasceu sem saber.
quando a gente sabe, tambem nem ama.

ninguem avisou o dono do bar,
um cego viria mais tarde,
sem saber que era cego,
amar a cachaça com alegria.

e quando todos riam da sua fala mole,
a embriaguez desembaçou seus olhos.
era um milagre. um milagre bêbado.
era uma alma bêbada e cheia de amor.

2 comentários:

Anônimo disse...

Gostei muito desse. (:

janis disse...

brigada :D